Caros leitores, este Blog vai ser fruto de uma escrita conjunta de um Conto que passará de mão em mão e para isso desafiamos todos os que quiserem candidatar-se a fazer parte da história.

----------------------- ATUALIZADO EM MARÇO DE 2013 -----------------------

Vou retomar a escrita deste conto com o consentimento da Paula, por razões de indisponibilidade da mesma, vou gerir a partir desta data sózinho.

Convido quem quiser continuar a história a enviar-me um mail ( americo.manel@gmail.com ) onde darei as instruções.

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sábado, 30 de junho de 2007

O Conto

Cristina é uma mulher independente, com 35 anos, mora sozinha num bom apartamento e com uma situação profissional que lhe ocupa quase todo o tempo, pois é médica pediatra. Embora trabalhe num Hospital, tem um consultório particular para onde se dirige mal termina o expediente anterior. Mal acabou o seu Curso de Medicina, com excelente classificação, conseguiu logo uma boa colocação quando foi estagiar no Hospital de STº António no Porto e que lhe abriu muitas portas na sua profissão. Desde a sua infância que morou com os seus pais e irmãos em Viana do Castelo e teve de dar um grande passo ao decidir-se deixar a guarda deles para ir viver sozinha no Porto. No inicio da sua carreira alugou um quarto, dado na altura não ter hipótese para uma coisa melhor, porque ainda não ganhava muito e também não tinha amealhado o capital suficiente que desse para comprar a casa dos seus sonhos. Rapidamente se ambientou à cidade e também logo novas amizades surgiram na sua vida. Cristina é uma mulher muito bonita e com uma simpatia que ninguém lhe fica indiferente. A sua elevada estatura e tez morena, dão-lhe uma elegância e uma sensualidade que prendem qualquer um que por ela passe. O seu olhar penetrante, de um azul celeste, consegue hipnotizar todos os que a enfrentam sem conseguirem desviar o olhar. A condizer com toda esta beleza, veste com um gosto apuradíssimo, o que faz dela uma deusa para qualquer homem que tenha a sorte de cair na sua lábia. Desde o tempo de formatura que por ela passaram alguns namoricos, como acontece com quase todos os jovens nessa altura, mas nenhum conseguiu atingir-lhe de tal forma o coração ao ponto de ter oficializado uma relação mais firme. O mais importante era poder vir a ter uma vida independente e desafogada, que lhe desse toda a liberdade para fazer tudo o que bem lhe apetecia. Mal conseguiu ter um vencimento razoável, passados poucos meses que começou a trabalhar no Hospital, comprou um carro para se poder deslocar mais rapidamente para qualquer lado e conseguir gerir melhor o seu tempo. Era em segunda mão mas ela não era de luxos quando não tinha como poder pagar mais por um melhor. Tudo viria com o tempo e não tinha medo de enfrentar o futuro, pois achava-se com muita capacidade para vencer.

----------Trecho escrito por Paula Costa (28-06-2007)

Passava já da meia-noite quando Cristina regressou a casa, depois de um dia de trabalho árduo. Um passeio tinha acabado em tragédia. Um grupo de crianças de um infantário, tinham ido fazer um piquenique numa zona florestal, e a ponte de madeira, onde todos se debruçaram para ver os peixes que abundavam no riacho cedeu ao peso, projectando as crianças. Ainda com o pensamento naquelas crianças, meteu a chave à porta, e foi recebida pelas boas vindas da Olívia, a sua gata persa.


----------Trecho escrito por MIA (30-06-2007)

Dirigiu-se ao quarto onde se despiu completamente, foi até à sua casa de banho e num ritual previsível pôs a água a correr na banheira, na temperatura ideal para lhe retemperar o corpo, pois a alma, essa só com um milagre se recupera. Enquanto espera a sua mente vagueia pelas emoções do dia; uma das crianças, a Fátima, quando caiu da ponte no tal passeio do infantário, bateu com a cabeça numa rocha do riacho, temendo-se o pior, uma vez que chegou ao hospital sem sentidos, criando-lhe uma sensação de impotência para aliviar a dor que a mãe da menina estaria a sentir naquele momento, mas o seu trabalho era o de saber que procedimentos tomar para salvar a vida de Fátima. Assim procedeu, depois de um TAC e de pedir a opinião ao Neurocirurgião de serviço, verificou que não havia lesões neurológicas. Fátima entretanto como que despertando de um sono profundo, deu acordo de si, confusa pergunta onde está, o que aconteceu e logo a Drª Cristina achou por bem chamar a mãe da menina, pedindo á enfermeira que fosse à sala de espera e trouxesse consigo a D. Custódia, mãe da Fátima, e logo que assumiu a ombreira da porta da sala de urgência e viu a filha, acelerou o passo para a abraçar e lhe dar um longo beijo. A menina notoriamente se acalmou ao sentir o calor da mãe. Seguidamente volta-se para a Drª e pergunta-lhe se a sua filha está bem. Na medida do possível a Drª tranquiliza-a, não passou de um susto, só tem um “galo” na cabeça, precisa de uns pontos mas está tudo bem, infelizmente nem sempre acaba assim o atendimento na urgência. Mais vítimas da queda aguardavam a atenção da Drª Cristina que logo se dirigiu a outra criança, um menino com fractura exposta do Fémur ... entretanto foi despertada para a realidade, fechou a torneira da banheira, juntou alguns sais de banho fazendo uma espuma acolhedora, levantou uma perna a seguir a outra e meteu-se dentro da banheira. A Olívia olhava-a de soslaio, pois nunca precisou de entrar na água para manter aquele pelo sedoso e brilhante e lindo, mas os humanos como ela podia ver, tendo só umas pequenas amostras de pelo, e ainda por cima cortavam algum, precisavam de água para se lavarem. Com a música de fundo, vinda da aparelhagem do quarto, embalava o tempo, ouvia Alex Ubago em Gritos de Esperança, música que lhe fazia recordar um amor passado, que enquanto durou foi bom, mas como tudo acaba, por vezes só a saudade traz algum alento, tinha, e isso passou-lhe como um flash pela mente, de arranjar uma nova “música” para as suas noites de solidão

----------Trecho escrito por Américo Ribeiro (1-07-2007)

O tempo passava, Cristina vivia, vivia… sobrevivia, numa mescla complexa de claro realismo e penumbra nas trevas. Sonhos tinha muitos, chegava a fazê-lo acordada, e o seu sono sempre tinha esse complemento…os sonhos, chegando ao ponto de acordar pela manhã com aquele cansaço mental próprio de um cérebro que deu três voltas à terra e visitou ainda alguns astros. Raramente se lembrava dessas viagens em que subia montanhas, descia vales, parava por vezes no planalto, mas que as fazia, fazia…

----------Trecho escrito por Pablo Mendes (2-07-2007)

Esta noite houve um flash nos seus sonhos. Cristina lembrou-se num clique do sonho colorido dessa noite. Um sonho que lhe arrastava a solidão para longe e lhe abria as portas do futuro. Incrédula por este flash lhe estar a vir à memória ficou a tentar decifrar a incógnita do seu sonho. O transito onde se tinha misturado , continuava o seu percurso e Cristina concentrada nas imagens da noite. Nunca se tinha esforçado tanto por encontrar um sentido num sonho que para além de nebuloso lhe parecia uma miragem do paraíso.

----------Trecho escrito por Manuel Robalinho (2-07-2007)

Tinha sonhado com um seu antigo amor, o único que conseguiu mexer consigo na altura e que foi seu colega no curso de medicina. Tomás, é este o seu nome, era um rapaz esbelto, bastante alto e que condizia com ela. Tinha cabelo preto, bem curto, os olhos eram dum tom castanho esverdeado, consoante a luz que reflectia no seu olhar, que a deixava encantada só de o observar.A relação funcionou entre eles desde o 4º ano de curso e finalizou quando o terminaram, no 5º ano, dado que Cristina foi estagiar para o Porto e Tomás estagiar para a Madeira. Ainda se falaram diversas vezes e corresponderam-se, mas a distância conseguiu estragar tudo o que havia de bom. Entretanto naquela altura a sua carreira era o mais importante. Conseguiu, contudo, ultrapassar esta fase menos boa.Agora este ultimo sonho não lhe saia da cabeça durante o caminho para o trabalho, pois nele tinha reencontrado Tomás. Estava curiosa por saber dele, se tinha casado, se estava bem profissionalmente e onde estaria a viver. Repentinamente viu um sinal vermelho e travou a fundo ainda tempo, quando olha para o lado e fica pasmada. Ao seu lado, também parado no sinal, estava Tomás a olhá-la também incrédulo. Sorriram com uma alegria imensa e ele pediu para ela baixar o vidro para conseguir falar.- Vou parar ali à frente, vem atrás de mim – disse Tomás.- Sim pode ser, embora eu esteja com um pouco de pressa – disse Cristina.E seguiram ambos parando logo à frente num local mais propício a poderem falar. Mal estacionaram, Tomás convidou-a a ir tomar um café mesmo ali perto para poderem conversar, ao que ela acedeu dizendo-lhe que tinha de ser bem rápido. Nesse percurso a pé até ao local, a única coisa que Cristina reparou, foi na sua mão esquerda que não tinha aliança, mas permanecia ali uma ligeira marca esbranquiçada...

----------Trecho escrito por Paula Costa (02.07.2007)


Largos anos de separação são colocados em cima duma simples mesa de café e a curiosidade comum parece insaciável. Cristina fica a saber que Tomás é divorciado, tem dois filhos e ficou sozinho recentemente depois da esposa ter fugido com um simples miúdo de 18 anos, quase 13 anos mais novo que ela.
Na verdade Cristina, já tinha notado uma certa nostalgia no seu olhar.
A meio da conversa Cristina recebe um telefonema do Hospital e fica estarrecida ao saber que faltou à reunião de planeamento de serviço às 9h. Ela olha para o relógio - 10,45h - e ocorre-lhe justificar-se com um acidente num semáforo contra alguém que tinha passado um vermelho, mas não tinha sofrido danos físicos.
Alguma força magnética mantinha Cristina sentada naquela cadeira.

----------Trecho escrito por A. Tavares (03.07.2007)

Ao pensar em danos físicos, sorriu, pois “danos” poderia trazer a conversa que mantinha com Tomás. Recordou os longos abraços e beijos que trocaram quando eram colegas de faculdade e o seu corpo estremeceu de excitação – corou – apercebeu-se que Tomás a olhava fixamente. Ficou na dúvida se o seu corpo tinha “comunicado” com o dele, pois Tomás levantou levemente a sobrancelha e logo lhe pegou na mão, acariciando-a, como tanta vez já o tinha feito.
- Cris – assim a tratava – ainda não me contaste nada sobre ti, casas-te, tens filhos?
- Não, nem casei nem tenho filhos, sabes que tive de colocar em primeiro lugar a minha carreira e as minhas relações sofreram um pouco com isso, sou ainda solteira. Passado pouco tempo de ires para a Madeira deixei o apartamento no Porto e fui viver para Gaia, onde tenho também um consultório nos Jardins da Arrábida. Agora sim, sinto-me realizada profissionalmente e está na hora de pensar no amor e na maternidade.
- E os namorados que entretanto tiveste, não houve nenhum que preenchesse os teus ideais, que tivesse os mesmos objectivos, que te completasse?
- Como calculas tive alguns pretendentes, uns mais sérios que outros, mas sempre estive muito baralhada, recordações antigas afloravam e enevoavam qualquer conjectura que fizesse e o tempo foi passando e aqui estou. E tu, depois de te divorciar, voltaste a ter alguma namorada?
- Ainda estou muito magoado com o que me sucedeu, tive um caso ou outro, mas também nada sério, neste momento, só penso nos meus filhos e isso condiciona o tempo que tenho para mim.
- Estás cá de férias ou depois do estágio regressas-te ao continente?
- Voltei para cá, fui colocado em Aveiro, tirei a especialidade de cirurgia torácica, onde conheci a Sofia, minha ex-mulher, para mal dos meus pecados. Tirando os meus filhos pouco mais proveito tive dessa relação, mas isso já é passado. Cris, tens alguém neste momento? - Não, só alguns amigos, uns mais do que outros, mas ninguém que mexa comigo tanto como alguém no passado...
- Nenhum mexeu contigo, não fez aquele clique?
- É isso, se calhar estava à espera de algo que me tocasse, me desse um sinal. Curioso que esta noite recordei-te, sonhei connosco, parece premonição, pois saio para o Hospital e dou de caras contigo. O destino está a testar-nos, não achas ?

----------Trecho escrito por Américo Ribeiro (4-07-2007)


Enquanto a conversa fluía eis que o telemóvel volta a tocar. Cristina é necessária com urgência no Hospital e desta vez teria mesmo de ir, levantando-se daquela mesa de café. Ambos guardaram contactos de telefone e e-mail, despedem-se um do outro virando costas. Tomás volta-se assim como Cristina, em momento coincidente, como que a confirmar que a ironia daquele momento que acabara de acontecer na realidade não era apenas o sonho que ela tantas e tantas vezes colocara como barreira aquando seus romances iniciavam percursos sérios, sempre presa nestes pontos de interrogação que a faziam balancear na doce hipótese deste reencontro. Ambos sorriram e despediram-se mais uma vez.
Tomás entra em seu carro retomando o percurso, dado o único motivo pelo qual ainda estava no Porto aquela hora, era Cristina.
Lutando entre um dia extenuante no Hospital e os pensamentos que teimosamente vasculhavam o passado, se por um lado não existiu outro homem como Tomás na sua vida, em verdade ainda estava bem presente o motivo pelo qual a relação não conseguira sobreviver à distância, e entre Aveiro e Porto em menor escala era certo, a distância regressava, e Cristina sempre desejara ser mãe assim que a vida profissional estabilizasse, a existência de dois miúdos em idades problemáticas poderia desequilibrar tudo o que arduamente tinha conseguido. Cristina estava esgotada pela noite anterior mal dormida e pelo pesado que o dia acabara por se tornar, tinha consciência que Tomás iria ligar-lhe e era importante entender o que ela queria responder, verdadeiramente.


----------Trecho escrito por Sofia (11-07-2007)

E Cristina estava certa. O seu 6º sentido nunca a enganara e desta vez não seria excepção. Por algum motivo que lhe era alheio, ou talvez não, Tomás ficara na sua mente todo o dia. Acompanhava-a nas suas memórias do passado e nas perspectivas para o futuro. Mexia e remexia no seu interior.

Até que o telefone tocou. Nos instantes antes de decidir se deveria atender, passaram-lhe pela cabeça, à velocidade da luz, todos os pensamentos, perspectivas e dúvidas que a atormentavam.

Do outro lado da linha ouviu num tom grave e sério:

- Sim, Cristina? Sou eu, o Tomás... - Cristina suspirou silenciosamente antes de responder, até que por fim disse num tom aparentemente despreocupado e descontraído:

- Ah sim, olá! Então, tudo bem desde o café de hoje?

E uma conversa que começou por ser de circunstância, em que o gelo acabou por ser quebrado, acabou na nostalgia da recordação desses doces momentos que nenhum dos dois tinha esquecido, e jamais algum deles teria passado outros igualmente agradáveis, ou sequer parecidos...

Esses longos anos de distância e talvez algum esquecimento voltaram, intactos, às memórias e tons de voz de cada um num simples telefonema.

A Olívia era a mais beneficiada do telefonema, visto que estava a receber carinhosas festas da sua dona. Sempre atenta, enroscou-se nos pés de Cristina quando esta se decidiu ir dormir, pois o dia seguinte iria ser mais um dia extenuante no Hospital.

Já num sono profundo, embalada pelos sonhos que ela tanto desejava que se tornassem realidade, Olívia desperta-a, num tal sobressalto que fez Cristina saltar. Levantou-se, dirigiu-se até à porta de entrada. Com a chuva e a ventania como som de fundo e no meio da escuridão, averiguou que nunca era tarde demais para receber visitas inesperadas...

----------Trecho escrito por Laddy (20-08-2007)

Na ombreira da porta encontrava-se um homem.
Embora tivesse a certeza de nunca o ter visto, este desconhecido parecia-lhe estranhamente familiar, como se não fosse a primeira vez que os seus olhares se fixavam, aqueles olhos verdes penetrantes relembravam-na do passado, pareciam reconhece-la...
Perdida nos seus pensamentos, Cristina voltou à realidade com a voz ofegante e preocupada do homem.
- Boa noite, desculpe incomodá-la mas acabei de ter um acidente, há uma senhora ferida, preciso de chamar uma ambulância! É urgente! Mais ninguém abriu a porta... – Confessou ele olhando para o céu indicando o mau tempo.
- Eu sou médica, deixe-me só fazer uma chamada, entre!
Correu para o telefone, calçou os sapatos e pegou na gabardina pelo caminho. Cristina deixou o homem à porta, voltando logo de seguida, precipitando-se para o meio do temporal em direcção aos destroços dos carros; um deles estava vazio, deveria ser o do desconhecido, no outro encontrava-se uma senhora ao volante, com a cabeça ensanguentada enterrada no volante. Ao aproximar-se, verificou que a vítima tinha morrido, ficando paralisada, petrificada, o seu rosto, já congelado pelo frio e pela chuva, tornou-se branco como cal, o coração acelerou, batendo descompassadamente. Fez-se silêncio, pelo menos para ela, a chuva e o vento deixaram de se ouvir, e antes de desmaiar, caindo nos braços do desconhecido só teve força para pronunciar estas palavras:
- É a minha mãe...

----------Trecho escrito por Rosa (28-08-2007)
Na manhã seguinte, quando Cristina acordou, já o desconhecido, também envolvido no acidente da noite anterior, tinha ido embora. Era estranho como aquele indivíduo aparecera e desaparecera assim do nada. E tendo, pelo meio, a trágica morte da mãe de Cristina. Ainda sem saber o que pensar, chocada pelo acontecimento, levantou-se lentamente. Dirigiu-se à casa-de-banho. Olhou no espelho, notando o efeito que as lágrimas lhe deixaram no rosto. Uma expressão triste, devastada, desolada, marcava-a. E aquelas dores de cabeça não a largavam, teimavam em chamá-la de volta para a cama, mas não sem antes tomar uma aspirina. Uma aspirina que em nada resolvia a sua dor...Ela estava sozinha. Totalmente sozinha. Com o pai em Viana do Castelo, numa nova cidade, sem conhecidos, sem amigos; apenas o Hospital e a lembrança de Tomás, que, desde o telefonema da noite anterior, não dissera mais nada, Cristina, uma mulher sempre forte e chamada à razão, via-se agora num beco sem saída. Um sentimento de vazio e tristeza enchia-a. Rendeu-se aos seus sentimentos, como poucas vezes na sua vida o fizera. Que seria dela agora?Caída na cama, chorando e desesperando pela consolação que não chegava, olhou de volta o quarto que lhe reservara a solidão. De repente, centenas de problemas foram entrando um a um, depressa de mais, na cabeça de Cristina. O homem que na sua casa dormira que não estava ali mais, que aparecera na sua vida p’ra lhe roubar a mãe, roubava-lhe agora também o descanso das duas. Para onde fora ele? Como poderia ela deixar dormir em casa alguém que apesar de inocente ceifara a vida a quem lhe dera o sangue? Onde estava o amparo que sentira em pequena e a tornara numa mulher forte e independente nos dias de hoje? E chorava, apenas. O vazio, o silêncio, o nada, preenchia-lhe toda a sua imensidade, todo o seu ser. Tomás seria um refugio... mas será?


----------Trecho escrito por Laddy e nMAC (21-10-2007)

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_________ NOTAS IMPORTANTES_____________

Deixem nos comentários o vosso interesse em participar com a indicação do e-mail para quando for a vossa vez de escrever lhes ser avisado.
Todos os trechos escritos terão de sair da vossa imaginação e dar continuidade à história no momento que é deixado pela pessoa anterior que escreveu.
Seguidamente, terá que enviar a sua parte por e-mail ( americo.manel@gmail.com ) para que seja publicado posteriormente no Blog e para todos os participantes lerem, entrarem na história e começarem a magicar o que poderá acontecer quando for a sua vez.
Para início do Conto aqui fica o primeiro trecho para que lhe dêem continuidade.
No final vão ver como sairá uma linda história e quem sabe se será publicado em livro (risos).
Nota: Os trechos enviados podem ser alvo de ligeiras correcções se não estiverem dentro do contexto da história ou contiver erros gramaticais e poderão ser ajustados para que o conto tenha fundamento.
Participem !
VAMOS PEDIR A "CANETA".
Autora - Paula Costa .............. Desenvolvimento e aplicação técnica - Américo Ribeiro ......... Local - Vila Nova de Gaia - Porto - Portugal

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